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Meu primeiro amor! Carta aos seus pais...

Atenção: Esta carta é verídica e tenho uma cópia em punhos em casos extremos. Todos os personagens eram menores na época e este post tem a finalidade de lembrar acontecimentos e dar referencias futuras de opiniões. Não é um conto erótico e sim romântico. 


MAUÁ, 04 DE ABRIL DE 2008.
ÀS 03:53

Saudações caros senhores, pai e mãe...
Não sei como começar estar carta, mas não deixem ela de lado, pois é muito importante que entendam o meu lado e como me arrependo de todos os momentos ruins que aconteceu desde o tal passeio do ano passado.

A minha intenção nesta carta é de pedir desculpas e tentar mostrar como ainda me sinto depois de tudo o que passou. Não tive a intenção, mais tudo o que aconteceu com a minha família, sua família incluindo e não se limitando também por parte da Carol. Tenho a consciência que por meu erro, teve uma grande mudança de costumes e também no dia-a-dia de cada um envolvido nesta história. Eu jamais quis isso, minha intensão era de conquistar novos e mais novos amigos.

Por tudo o que aconteceu, por tudo que sabem por parte da Carol, do Brício e por suas próprias conclusões, gostaria que soubessem também por mim, claro que pessoalmente, mais jamais isso ocorrerá...

Ano letivo de 2007

Logo que comecei a articular os assuntos sobre o Grêmio Estudantil no começo do ano passado, eu percebi que nem tudo o que vemos é realmente aquilo que pensamos e a partir desta idéia, consegui ver as diferenças de classes sociais tinha na escola. No período matutino e noturno tinham os "playboyzinhos" do ensino médio e no período da tarde a galera mais carente, que se deslocam até da zona rural para estudar na escola do centro da cidade.

Com essa realidade em mente, batalhei muito para que eu conseguisse que a minha chapa tomasse conta das ideias, que envolviam a preocupação daqueles que vão pra escola porque não tem o que comer em casa. Visitei as salas de aula e ajudei na organização geral da escola por dias. E sei que pode até estarem se perguntando: "Tem funcionários pra que?".

A Escola Dom Jayme de Barros Câmara passava por vários problemas, inclusive com funcionários. Fiquei a disposição em ajudar em horários que estivesse livre da agencia de turismo no qual eu prestava serviços.

Sempre segui um velho ditado que aprendi com minha mãe e amigos que diz "onde se ganha o pão, não se come a carne" e com isso coloquei na cabeça que não se mistura relacionamento pessoal com colegas de trabalho e de escola. E sempre segui até então essa idéia.

Fui voluntario em algumas escolas e visitei várias a trabalho de divulgação do HOPI HARI, nunca cheguei a me envolver com ninguém neste assunto. Nem me envolvia com ninguém nessas temporadas pra não me atrapalhar nos negócios. Na maioria do tempo, sempre gostei de ficar sozinho, não me sentia solitário. Sempre ficava feliz e contente pelo bem que eu fazia com as pessoas, tanto no trabalho quanto na escola. Por cada sorriso que eu arrancava, por cada ensino que eu passava.

Todo e qualquer gesto nobre, por mais simples que era, um "oi", "boa tarde", "como vai?" a cada aluno, fazia as tardes da Escola Dom Jayme mudarem radicalmente. Começou ai a crescer o tal apelido que trago até hoje que é o "Tio Panda".

Com as aulas vagas e com a divulgação do Grêmio Estudantil, comecei a frequentar mais a escola e em diversas salas visita-las, com uma atenção maior as 6ª Séries. Ali estava o foco problemático da escola e também se encontrava um dos alunos especiais da escola, deficiente visual. Eu o ajudei tanto antes do negócio de grêmio começar que quando eu me voltei ao assunto, o mesmo até me acusou de abandono. Me lembro disso como se fosse ontem...

Em uma das sextas séries, havia um problema sério, porém normal para idade, de conversa e um pouco de falta de respeito, mais pra mim é nada mais que uma boa conversa com todos não resolva. E ali comecei a reparar no comportamento de um dos alunos que me chamou a atenção, o Brício, pois ele era um dos poucos que me questionava sobre tudo. Ele prestava atenção e até se dispoz a ajudar. Tanto que se ofereceu em participar da chapa em disputa do Grêmio. Porém, alguma coisa eu tinha em meu pequeno e minimo juízo, pensei que não teria uma autorização de vocês, pais, para que ele me ajudasse na empreitada. Porém, eu percebi que ele seria útil e muito ali mesmo, no horário dele e principalmente, na sala dele.

A eleição do Grêmio passou e a equipe começou então a trabalhar em prol da escola. Eu só poderia trabalhar ali após o horário do intervalo da tarde, pois também tinha o meu compromisso com a agencia que até então me colocou um outros trabalhos.

Começou então a crescer um pensamento que eu achava estranho. Me peguei muitas vezes pensando no Brício. Me questionava, o por que dele estar em meus pensamentos. Me condenei ao último por estar só pensando em tudo quanto é besteira somente de uma pessoa. E ainda, de um menino e que eu mal conhecia. Pensei também em coisas que nunca havia pensado, do tipo "ser gay" ou "bi", "como seria beijar um homem", tudo isso era ridículo pra mim.

Passei vários dias pensando nestas coisas e depois que a minha consciência acalmou um pouco, resolvi abrir o jogo pra uma amiga irma que tenho até hoje, a Day. Conversamos e ela me aconselhou para que eu ficasse calmo e frio para que eu calculasse o tamanho estrago que eu poderia fazer em minha vida, o sofrimento que eu poderia trazer atoa. Também me falou que o que eu estava sentindo era magnifico e que nem todos compreendia de tal forma como expus a ela. Então deu a idéia para que eu chegasse então no dito cujo e ver se era recíproco.

Foi o que eu fiz, cheguei no Brício e fiz com que ele entendesse a situação de uma maneira indireta, para não causar dano psicológico momentâneo. Imediatamente e sem jeito o mesmo respondeu que não sentia nada anormal e que tinha acima de tudo um grande afeto de amizade entre nós. Me senti um inútil, tolo, bobo, por sentir aquilo e por sentir sozinho, por não ser recíproco. Então decidi esquecer tudo aquilo e converter tudo o que eu sentia como ele sentia, ou seja, sentir um grande afeto de amizade.

Comecei então a me auto entender depois de questionar alguns amigos, que passavam ou passaram por isso e ouvi alguns conselhos. Pensei então em até desistir da vida, pois esse tipo de sentimento, ainda mais no meu caso, traz angustias, dores, sofrimentos imcompreensiveis.

Isso tudo aconteceu entre abril e maio.

Depois de tudo isso, cheguei a me envolver com uma menina por vinte dias onde procurei toda atenção que eu tinha até então do Brício, mais foi em vão. O sofrimento foi maior, podem acreditar!

Em Junho, comecei uma bela amizade com a Carol, que me questionava o por que da minha tristeza, da minha angustia e fui contando tudo, menos dizer quem era a pessoa ao qual eu me referia. Era o maior segredo da minha vida. Contava tudo o que eu faria pela escola, o que eu planejava, o que eu comia, com quem eu saia ou pensava em sair, menos falar do Brício.

Mais a menina foi esperta, mais do que eu imaginei. Pelo simples fato de estar sempre nervoso, estressado com os meus problemas, com os problemas da agencia, com os problemas do Grêmio, uma pequena passada rápida do Brício pela sala do grêmio, era o motivo de esquecer de tudo e me perder do que eu estava a fazer. A calma reinava novamente e eu voltava a saber como eu resolveria todos os problemas naquele instante. Até então eu não sabia que a Carol era prima do dito cujo e que ela o conhecia e muito! Os dois tinham um diálogo de dar inveja!

No momento que eu soube do parentesco da Carol com o Brício foi justo quando eu interferi num pequeno probleminha de adolescentes. Aconselhei de maneira correta para que ela não se envolvesse com um menino, ao qual não me recordo o nome, para evitar o sofrimento do "acabou". Não me recordo como foi exatamente a história, mais foi ai que eu entreguei o "ouro". E pra acabar: ela entendeu o meu lado e se dispoz a ajudar!

Começou me falando detalhes de tudo o que ele gostava, como gostava, quando gostava, enfim... me falou tudo o que eu precisava saber para conquista-lo.

Enfim, começou as férias e ela ficou me devendo um "up" sobre a minha amizade com o Brício. Esse "up" foi feito com sucesso! Do mesmo modo em que ela me falava tudo o que ele gostava, ela fava pra ele todas as minhas qualidades, meus planos de vida, como eu sou realmente só que com as palavras certas pro momento.

Eu, um trouxa, acabei me assegurando demais e a qualquer coisa que eu falava alguma coisa do tipo "nos" ou uma "verde", ele se afastava de mim, chegando até a me ignorar por alguns momentos. Cheguei a pensar em largar tudo, comecei a definhar em pensamentos "malditos". Neste momento a Carol me salvou, me dando "uns toques" sobre ele e não deixar de te-lo no dia-a-dia. Foi ai que eu compreendi um pouco da jogada dela, fazer com que convivesse-mos mais contando tudo o que acontecia pra ele e ele pra mim. Eramos amigos mesmo.

No começo de setembro, ele comentou que a sua mãe queria saber mais do passeio que eu estava a promover na escola. Pensei por várias vezes ir até lá em sua casa, mais o medo do que iriamos conversar, chegou a me "travar" por "N" vezes.

Sem me falar nada, Carol e Brício, me levaram até sua casa e sem ter coragem de sair correndo, que era a minha vontade, eu aceitei... com muita vergonha mais aceitei. Conversei de um tudo, sobre o passeio, sobre um pouco da minha vida e tirei todas as dúvidas questionadas e ouvi também algumas opiniões.

Mais naquele momento pude ter uma segunda opinião em relação ao Brício. Pude ver seu comportamento dentro de casa e comparei com o carinha que tinha conhecido na escola. Neste instante eu o vi como referencia. Era ele o amigo-parceiro que eu sempre procurei e ali mesmo percebi que eu poderia te-lo pra todas as horas.

Entretanto, Carol pediu para eu dar um tempo nessa minha "obsessão", pois ela tinha ficado sabendo que Brício tinha ficado ou se envolvido com um menino, mais não deu muitos detalhes se beijou ou sei lá o que possa ter acontecido. Nessa, Carol pediu para eu "investir" um pouco devagar, porém na minha cabeça foi o mesmo de "sinal verde". Carol também comentou que depois desse fato, Brício então, decidiu-se seguir a vida bissexual, que estava se sentindo bem e que estava achando tudo aquilo muito legal. Me senti feliz e triste ao mesmo tempo, por saber que ele também pensava no mesmo modo que eu, porém, com outra pessoa.

Alguns minutos depois que a Carol me disse o "fato", mais uma vez que o Brício me surpreende! Ele ficou com uma das garotas mais lindas da época. Fiquei feliz pelo fato de que ele não negava "fogo" e também que ele estava curtindo a vida. No outro dia, o mesmo me deu a chance de falar e comentar sobre o dia anterior, dando-lhe os parabéns! E nessa conversa, surgi novamente o assunto relacionado ao bissexualismo. Ele então começou a comentar tudo o que sua prima já havia me falado e eu sem perder a compostura disse a ele que havia desistido dessa possibilidade momentaneamente, mas que se eu pensasse no assunto novamente, teria que ser inesquecível!

A parte hilária deste dia é que no final do dia, ficamos conversando eu, o Brício e sua prima. Todos saímos muito contentes. Eu mesmo, sai abraçando todo mundo que passava pelo portão da escola! rs.

NA VERDADE, ONDE TUDO COMEÇOU MESMO!

Bem, o que vou relatar aqui, é onde eu considero que foi o inicio da minha felicidade e da minha infelicidade também. Vou deixar o mais detalhado possível. Porém, peço desculpas desde já, pois posso ter esquecido de algum detalhe importante.

Quinta Feira, 27 de Setembro de 2007. Dia do passeio ao Hopi Hari

Cheguei na escola por volta das 07:30 e tinha marcado com a galera as 08h. Entrei na escola e fui terminar algumas tarefas que havia deixado pra fazer um pouco mais tranquilo. Além de ouvir uma "comida de rabo" da diretora da escola, que estava na dúvida se tudo ocorreria bem ou não, fui para a sala dos coordenadores para finalizar os deveres. A Carol passou pelo corredor e me viu dando um bom dia, me desejando sorte. Brício já estava ao redor da escola mas na parte externa.

Ao ir também pro lado externo da escola fui conversar com algumas meninas do terceiro ano do colegial que me dava muita bola, quando de repente olho pra trás e vejo o Brício. Não me recordo com quem ele estava conversando e eu já fui dividir a minha alegria com ele. Dei-lhe um abraço mais agarrado que eu já dei em minha vida, como se eu estivesse tirando minha mãe da forca! Eu estava muito contente com tudo aquilo, com a presença dele, da sua prima, da galera que eu chamei pra me ajudar como monitores os 108 alunos que foram e principalmente, a união de todos para que tudo desse certo!

Antes de começar a fazer a chamada da galera pros ônibus, Brício me mostrou o seu tal celular novo que tanto me falava, até tirei uma foto minha pra ele guardar. Comecei então a chamada e finalizei o embarque de todos. Na saída, tivemos até direito a um "racha" entre os ônibus...rs.

Chegando ao parque, estava eu com dois ônibus, 108 alunos, dois professores e três monitores. Tive um problema com ingressos, pois na agência não tinha todos os ingressos vendidos e nesse tipo de caso, o parque fornecia uma carta com o numero de ingressos faltantes para ser retirado diretamente em sua bilheteria/balcão de informações. Sei que faltava exatamente os ingressos que seriam para eu, monitores, professores e um aluno. Então, durante a entrega dos ingressos, fiz a questão de dar o de Brício e deixá-lo curtir a vontade. Entretanto, quando chegou no final da entrega dos ingressos fui procurar saber quem foi que tinha ficado sem ingresso e adivinhem? O Próprio! Ele fez questão de dar seu ingresso para uma amiga e aguardar a liberação do restante dos ingressos.

Não sei porque cargas d'água, o parque demorou três horas para liberar o restante dos ingressos Durante a espera, a mãe de Brício ligou para saber como andava as coisas e teve todas as informações...

Ao entrar no parque, eu, meus monitores e professores, resolvemos andarmos juntos. Então dei a idéia do guarda-volumes do parque que tinha uma oferta para professores na época. Enquanto isso, Brício sumiu a dentro do parque com suas amigas de sala. Já a galera que seguia comigo, seguimos ao Saloom, pois como estava cheio o parque e já era tarde, precisava-mos nos alimentar. Assistimos a apresentação musical no estilo "velho-oeste" e nos divertimos muito. Ficamos ali até umas 16:30h.

Seguimos para o "Rio Bravo". Conversamos sobre muita coisa, eu e professores, durante os 30min de espera para atração. Quando entramos no bote, foi o mesmo de falar "começou o cabaré!" rs. Me soltei, gritei, brinquei, não só eu como todos que acompanhava. Esse brinquedo tem uma trajetória grande, passando em uma parte importante do parque. Quando estava chegando em sua reta final, comecei a ouvir alguns gritos. Esses gritos eram de um menino. Na minha cabeça eu pensei: "Pronto! Aconteceu alguma coisa!". Derrepente esses gritos mudam para: "Tio Panda, Tio Panda!"... Quando menos espero em ver quem me chama, vejo que era ele, o Brício. E era tudo o que eu queria. Ele do meu lado naquele passeio que esperei por dias e dias. Indiquei que era para me esperar na saída do brinquedo e o mesmo me atendeu prontamente.

Ao nos encontrar, pedi a ele para que procurasse-mos a Carol, pois ela também deveria estar junto nesse momento inesquecível. Claro, pensei que, se ela estivesse junto, tudo o que eu arriscasse, seria moderado por ela e cairia como uma luva pro Brício. Mas durante essa conversa, nos dirigimos a uma outra atração, a Montezum, que é a montanha-russa de madeira. Na época, estava a atração em funcionamento especial, que era chamada de Direversi. Que nada mais é um carrinho ao contrario em seu sentido normal de percurso, ou seja, indo de costas. E eu nada bobo o que eu fiz? Falei para todo mundo que tinha duas filas, uma para os espertos e outra para os menos espertos! rs. Uma fila tinha em torno de quatro horas de aguardo e outra aproximadamente 15min. Como todo mundo era esperto, fomos a fila de menor tempo e todos já sabem né? Era a fila da Direversi.

Conversamos, demos risadas, se divertimos enquanto aguardava-mos. Quando chegou a nossa vez, tinha somente dois lugares vagos. Então foi eu e o Brício nessa vez.

Quando ele abaixou as travas do brinquedo, percebi que havia algo de estranho com ele. Estava com medo. Mais muito medo mesmo! Pior, apavorado! rs. Então eu resolvi conversar com ele e ofereci a minha mão, para que ele despejasse toda sua força nela enquanto tivesse medo e assim ele aceitou continuar. Quando eu entendi a minha mão e ele a agarrou, imediatamente ele entrelaçou meus dedos e não a apertou. Simplesmente segurou. Confesso que nesse momento, muita coisa passou pela minha cabeça, até chegue a pensar em mudar meus conceitos e opiniões.

Mais um pedido aos leitores desta: Gostaria que entendesse que tudo o que está após este trecho, não foi planejado ou pensado. Tudo realmente aconteceu por acontecer. Pelo menos de minha parte, eu não teria conseguido tanto sucesso se tivesse planejado algo...

No momento do passeio, Brício não abriu os olhos de maneira alguma. Praticamente só eu curti e lembro de tudo como se fosse hoje. No desembarque da atração, estava-mos eufóricos, rindo, falando, até perceber que ainda estava de mãos dadas. Isso para ambos, foi meio que constrangedor. Nos dirigimos a saída onde tinha a loja de conveniência e vimos nossa foto. Não ficou boa, mal nos via, pelo fato de estar-mos de costas. Aguardamos os outros a brincarem e a chegarem na loja de conveniência.

Já no lado de fora da atração, eu, Brício e mais um menino que não me lembro quem era, queríamos ir para a famosa torre e então nos separamos do restante que nos seguia. Enquanto nos deslocava-mos, acabei entrando em um banheiro e me tranquei em um dos boxes. Fiquei ali por uns 15min pensando em tudo no que ocorrera até então.

Ao sair do banheiro, se dirigimos a torre, porém estava muito cheia a fila, então desistimos. Entramos em uma das conveniências ali perto e decidi comprar uma máscara, já que, era "Hora do Horror', um evento temático que o parque oferece, escolhi uma do filme Panico. Brício não gostou muito da idéia e não quis nada pra ele... Resolvi sair da loja com a mascara na face, porém, não enxergava nada, pedi então para que o Brício me guiasse, já que estava-mos numa diversão legal, eu até poderia aproveitar-me "daquilo", mais não fiz nada. Seguimos então para a "Baladinha", quem conhece sabe que ali é muito gostoso... momentos que jamais esquecerei!

Quando estava-mos curtindo toda aquela "muvuca", lembro todos os detalhes como se fosse ontem, ao ver tudo aquilo de pessoas, resolvi levar o Brício onde tivesse-mos uma boa visão tanto do show aqui tinha ali, quanto das pessoas que estavam curtindo. Muitas meninas... tava adorando aquilo e ao mesmo tempo pensando: "Puuts, o que que eu to fazendo?". Mas, deixei rolar, pra mim o que importava era a companhia dele naquele momento... Brício curtiu um pouco com umas meninas, passando a mão e tal, eu também, aproveitei muito... teve um momento que tinha uma menina me agarrando por trás dançando, Brício na minha frente agarrado com uma menina também, eu aproveitei e me juntei com ele, onde dançamos todos juntos, foi maravilhoso.

Então começou a tocar a musica "Destination - Alex Galdino" que tava sendo a mais tocada na época. Comecei a delirar com essa musica tocando, todo mundo ali, as meninas, o Brício, nossa, dançamos até acabar a musica. Depois que ela acabou, chamei ele para irmos a uma área mais aberta, pois estava ficando meio "louco" para aquilo tudo...

Não saímos de perto do palco, continuava-mos ali na balada porém perto de uma área de diversões onde tinha um pouco menos de movimento, tava mais tranquilo, dizendo melhor. Continuamos a dançar, ver a galera se divertindo, quando começamos a dançar novamente, curtindo, um do lado do outro. Tava muito bom, quando derrepente, ele começa andar e para na frente de uma coluna, grande e ele se empolgou e começou a dançar naquela coluna... nossa, comecei a vidrar nele... até que eu pedi "Pelo amor de Deus" para que ele parasse! Parasse de fazer aquilo, pois, realmente eu estava gostando... e quem disse que ele parou? Continuou só pra me pirraçar! Eu com uma cara de safado danada, não pensei duas vezes, chamei ele para irmos ao hotel mal assombrado...

Chegando na atração, que é toda fechada, a fila até tava grande, eu fiquei muito pensativo, mesmo! Tinha uma menina que chegou depois de mim, que não perdeu a oportunidade de dar uma "pegadinha" na minha "bundinha"... kkkk. E nesse momento, Brício viu e chegou até a olhar feio pro pessoal que atras estavam. Ao mesmo tempo que olhava pro pessoal, deu aquela conferida em mim e viu que com aquela coisa louca que estava acontecendo, eu tinha ficado excitado (que vergonha de comentar isso, mais são detalhes que dão sentido). Até falou: "CREDO! Eu sou muito novo para essas coisas gostosas". Eu ri né? Concordando e descordando ao mesmo tempo... Chegando a nossa vez, combinei com Brício para que ficasse-mos nos bancos de trás do brinquedo, porque ai, ninguém via nada, ninguém fica virando para trás em uma atração de horror...

E assim foi, correu pra sentar primeiro que os outros que estavam para entrar e já reservou o lugar. Isso foi legal! O que não foi legal, foi quando caiu a ficha dele e viu que era uma atração de horror. rs. Quando começou a atração, Brício ficou com muito medo. Queria até desistir, mais eu não deixei. Falei que era tudo eletrônico, de brinquedo, que não haviam pessoas. Não adiantou, com o carrinho em movimento ele começou a se apavorar e eu como um bom funcionário Hopi Hari da época, não perdi a oportunidade de aproveitar da situação, colocando a minha mascara que tinha comprado. Quando ele olhou... o menino ficou em choque! Pegou a minha mão e apertou. Mesmo com a máscara eu dei um beijo em sua face e tirei a mascara. Ele se acalmou e continuamos a ver os "monstrinhos"... Quando ele se assustou novamente, coloquei novamente a mascara e ele viu. Ele quase pulou do carrinho! Imediatamente eu retirei a mascara, ele apertou a minha mão e em seguida me movimentei para dar-lhe um outro beijo em seu rosto. Porém não foi isso que aconteceu. Brício virou olhando pra mim e deixou eu encostar os meus lábios aos dele, abriu um pouco a boca e juntou a minha língua com a dele. Nossa, foi dimais! Ficamos ali sem reação um com o outro, dois bobos! rs

Quando acabou a atração, saímos dali como se nada estivesse acontecido. De cara, encontramos com sua prima, que estava então, ficando com um menino da escola. Nesse momento, Brício e eu, olhamos um para o outro e demos um sinal do tipo "cara, vamos atrapalhar esses dois agora!" E fomos, mais não chegamos a separa-los.

Brício e eu continuamos andando juntos mais sem intenção nenhuma. Teve um momento que eu dei um toque para a Carol com umas piscadas e umas "levantassão" (errado, mas falando brincando mesmo) de sobrancelhas e ela entendeu na hora o que já tinha rolado... O menina esperta! Voltamos para a baladinha, dançamos mais um pouco e depois decidimos brincar em um brinquedo. Durante a fila da "Carroça", percebi que Brício estava muito pensativo, preocupado... ele não quis me falar nada.

Posso dizer que arrependido ele não ficou, pois ao sair desse brinquedo, resolvi subir ao estacionamento e começar a ajeitar as coisas para o retorno pra escola e ele me ajudou numa boa em todo o trabalho de juntar a galera. Nos separamos e fizemos a correria. Quando estava tudo organizado, todos os alunos nos ônibus, tudo pronto para irmos para casa, resolvi tirar todos os alunos das ultimas 8 poltronas para ficar ali com Brício, Carol, suas amigas e uns amigos meus.

Ficamos sentados juntos nas ultimas poltronas, eu e ele, de mãos dadas, disfarçadamente é claro. Ninguém viu! Pedi para o motorista apagar as luzes do ônibus e foi ai que eu aproveitei o momento. Conversamos, falei algumas coisas para ele, tinha umas meninas também que estavam com "fogo no rabo" para ficar com ele, e eu dificultando é claro! Mais para pararem logo com aquela "putaria", resolvi abrir mão e deixar rolar o que tinha pra rolar, independente do que fosse.

Ele beijou uma menina e eu também, uma amiga dela. Fiquei meio sem noção de tudo, sentindo ciumes, alegria, chateado porque estava acabando a minha alegria por aquele dia... enfim. Quando chegou na escola, se despedi de todos e vi que Brício saiu correndo, quase sem se despedir de mim. Resolvi me concentrar na finalização do passeio e dar algumas explicações para o então vice diretor Araújo, que também, estranhou minha atitude com o Brício e eu acabei abrindo o jogo. Ele me deu uma baita bonca, quase me matou, mas ficou de boa porque contei...

Durante o final de semana, conversei muito com Brício e com a Carol pelo finado MSN e Orkut.

Quando chegou na segunda feira, Brício e eu conversamos bastante na escola, contava-mos  todos os detalhes um ao outro. Chegamos também a conclusão de que, Carol sua prima, daria com a "língua nos dentes"... Pensamos e chegamos até armar uma briga, fingindo que não nos falaria-mos mais, que a nossa amizade terminaria ali. Há... erro nosso, Carol não acreditou. Estes planos foram por água abaixo... Resolvemos deixar rolar e no final do período de aula, resolvi acompanha-los até a casa de Brício, que não é longe do D.J., ficamos então parados na frente de sua casa, conversando muito, até que falei para eles que estava pensando em tomar uns remédios para emagrecer. Pensa numa pessoa que virou o bicho! Encarnou o cão! Pois é, Brício ficou literalmente puto de raiva, fechou a cara e ainda ameaçou que se eu fizesse isso mesmo, nunca mais nem olhava para mim! Carol me defendeu, alegando que eu estava pensando na minha beleza para oferecer o melhor para ele, ficando bonitão, gostosão, etc... Ela conseguiu convencer Brício. Depois disso, eu fui embora, quando cheguei em minha casa, abri o meu Orkut e vi um lindo depoimento dele...

Na terça feira, não tenho recordações deste dia. Falei muito com ele e com a Carol virtualmente, mais creio que não houve nenhum acontecimento marcante...

Quarta Feira. Dia que não irei esquecer jamais! Tudo foi muito corrido mais muito bom! Eu estava proibido de ficar na escola fora do meu período de aula, mas não podia deixar as coisas do grêmio de lado. Então consegui entrar na escola no período da tarde, bem no comecinho da aula e fui dar uma "espiadinha" na sala do Brício, pra ver o meu "nenenzão".  Ao passar na frente de sua sala, nossos olhares se cruzaram. Rapidamente sai dali para não atrapalhar a aula e também não constrange-lo. Me dirigi ao banheiro, pois estava realmente necessitado e fui fazer o que tinha que fazer. Lavei as mão e quando eu saio do banheiro quem eu vejo chegando correndo? Brício! Nesse momento eu já virei e voltei, quando ele chegou na porta, pedi para que ele olhasse para o pátio vendo se tinha alguém. Ele acenou que não. Então não pensei duas vezes! Abri os braços pra ele e ele veio de encontro! Nossa! Ao mesmo tempo do abraço, demos um beijo, bem gostoso, molhado, línguas entrelaçadas... Enfim, foi uma cena rápida porém muito romântica e gostosa. Ao terminar o beijo ele fala que precisa voltar pra aula e então saiu correndo. Eu fiquei todo bobo né?

Depois disso, fui resolver a vida de gente grande. Me dirigi ao banco e comecei a resolver as coisas. Aproveitei e já coloquei um pouco de credito no celular para poder falar com ele. Só R$100. Rs. Quando foi no horário de seu intervalo, peguei e liguei. Ele atendeu o seu telefone e estava descendo as escadarias da escola. Falei algumas coisas e já entrei na parte melosa, que o amava, que estava gostando muito daquilo, era mágico, e que eu estava perdidamente apaixonado... enfim, todas essas coisas que sentimos quando realmente temos um romance juvenil! E ele escutou tudo mudinho... rs, quando eu terminei, deu até um tom meio que silencioso e até perguntei: "Tipo, você não gostou né?" Ele respondeu: "Eder, eu também te amo, tanto, tanto, tanto, que pra mim você é meu mundo, você é meu lindo!". Nesse momento eu quase desmoronei de emoção. Quem não gosta de ter a recíproca verdadeira??? Ai, já que ouvi aquilo, não iria perder a oportunidade e perguntei: "Morzinho, você quer namorar comigo?". Ele questionou: "Só por MSN né?" eu: "Não só, quero por tudo, pessoalmente, msn, aonde você estiver disponível!" Ele respondeu: "Não, não posso, por msn sim, ah, sim vai, namoro com você!" Foi exatamente desse jeitinho destrambelhando... rs. Eu todo feliz perguntei: "Então eu posso comprar um presente para marcar o nosso começo de namoro?" Ele questionou: "O que?" Eu: "Não sei, humm.... pode ser uma aliança?" Ele: "Aliança não! Vão descobrir!" Eu: "Não, podemos dizer que estamos namorando com uma menina!" Ele: "Ah, se for assim, tudo bem!". Então eu decidi ir procurar saber de preços e modelos e acabei não falando mais com ele neste dia.

Quinta feira, cheguei na escola pela manhã, já pedindo a desistência da minha matricula para eu poder cursar algum supletivo. Esperei até que a diretora da escola saísse para que eu pudesse ficar e ver o Brício. Quando chegou, eu já peguei e dei um "oi"e pedi para ver o tamanho do dedo dele. Tentei medir de todos os tamanhos e não tinha nada pra medir! Aff. Mais tudo bem, já tinha visto algumas coisas pela internet e fui direto em uma casa de jóias na 7 de Setembro. Chegando lá, pedi a tal aliança que tinha visto pelo site e eles prontamente me atenderam. Era uma aliança linda, de outro branco, a que mais chamava atenção dentre as de prata. Escolhi a do tamanho do meu dedo e me surpreenderam perguntando qual seria o tamanho do dedo "da minha namorada"... fiquei sem jeito, sem reação... mais mantive a calma e escolhi a aliança certa. A dele não mandei gravar neste momento, mais a minha, já mandei colocar as inicias de seu nome e a data do passeio, do primeiro beijo, enfim do começo de tudo (F.V.P. - 27/09/2007). Depois disso, passei na "Cacau Show" e comprei um chocolate em forma de Coração. Em uma simples sacola, coloquei o chocolate e a aliança dele, me dirigi pra escola e entrei. Chegando na escola, era instantes antes do intervalo, deixei a sacola pra menina da cantina guardar e pedi também que ninguém pegasse essa sacola, que somente Brício, teria acesso a ela. Depois fiquei no pátio aguardando-os e me encontrei com eles, Brício e sua prima. Carol então pediu para que eu fosse com ela até a arquibancada da quadra esportiva, pois tinha-mos que "fofocar". Acompanhei e esperei o Brício vir. Enquanto ele não chegava, mostrei a ela o meu novo "anelzinho"... Pensem em uma menina que ficou pasma! Pedi pra ela ver também o que estava gravado... A menina quase infartou! rs. Brício chegou logo em seguida e já viu o objeto brilhando no meu dedo. Ele ficou de boquiaberto! Pior que sua prima! Nesse momento, pedi para que ele fosse buscar a sacolinha na cantina. Então ele foi, no caminho ao voltar, olhou para dentro da sacola e viu o chocolate e a caixinha da aliança. Pensem num menino que ficou igual a uma chupeta de carnaval. Brilhando em todas as cores, vermelho, roxo, verde... rs. Ele me olhou, ainda ao longe, como se tivesse perguntando se aquilo era realmente para ele. Acenei com a cabeça dizendo que sim! Então ele correu e quando chegou perto, abriu um sorriso de orelha a orelha... rs. Abriu a sacola, pegou a caixinha, abriu, pedi para ele ver se cabia no dedo dele, para ver como ficara e xeque! Caiu em seu dedo como se ele tivesse experimentado! Ficou perfeita! Ao terminar seu intervalo, peguei sua aliança e já levei para gravar as minhas iniciais nela... (E.S.R. - 27/09/2007). Depois voltei, com um chocolate e um coração, escrito "eu te amo". Brício ficou besta pelas coisas que fiz e sua prima então, nem se fale... rs. No final do período, o Pai de Brício foi busca-los na escola e nem um abraço eu dei... mais conversamos bastante pelo msn.

Sexta feira, não me recordo deste dia, por isso, sem comentários...

Já no sábado, dia 06/10/2007, combinei de nos vermos as 09h na escola, já que estava ocorrendo a Escola da Família. Cheguei eram 08:30h. Deu 09h, 09:30h, 10h, 10:30h. E nada do Brício aparecer. Entrei em desespero, pois ele nunca tinha dado uma mancado comigo e aquele não seria o dia! Encontrei uma amiga da escola, a Leh e pedi para ela me acompanhar até que ele aparecesse. Ela saiu alguns momentos antes, mais ele apareceu. Eram 11h. Falou que estava com saudades, que me amava, mais que não podia chegar perto de mim e nem ir a outro lugar. Me mandou um beijo no ar e falei a ele que estava indo para São Paulo a trabalho. Fiquei muito "cabreiro" com as atitudes dele naquele momento. Estranhei muito! E confesso que já estava esperando algo!

No Domingo, dia 07/10/2012, Brício me ligou por volta das 09:30h, me acordando e pedindo pra entrar no msn com urgência  Levantei, fiz o meu login no msn e ele ja me chama escrevendo: EU NÃO GOSTO DE VOCÊ, EU NÃO TENHO NADA COM VOCÊ, NÃO ME LIGUE E NÃO ENTRE MAIS EM CONTATO!

Meu mundo desmoronou nesse momento, pois ele havia acabado de me bloquear em todos os sistemas de comunicação. Ao mesmo tempo que Brício, sua prima Carol, também fez a mesma coisa. Entrei em desespero e não sabia o que fazer e nem como fazer. Não fiz nada neste dia.

Na segunda feira, meus amigos me ligam perguntando aonde eu estaria, pois o pai do Brício estava a perguntar de mim e estava a me ameaçar. Falei a eles que estava em SP e não sabia o que estava acontecendo. Pediram para que eu aguardasse informações antes de retornar e foi o que eu fiz.

Alguns dias depois, chegou uma carta de intimação em casa, nas mão da minha mãe. Desesperada, ela me ligou questionando o que eu teria aprontado. Falei pra ela que era por causa do Brício, que ela sabia de tudo. Fiquei nervoso em saber que eu estava sob inquérito policial por um motivo fútil.

Fui até a delegacia da mulher, onde também cuidam dos casos envolvendo menores de idade, na data e hora marcada. Ao conversar com a Delegada, como se fosse-mos dois amigos, contei tudo, em detalhes mínimos, como deixei aqui registrado. Ela entendeu que eu não era um estuprador, nem um "jack" da vida, que realmente estaria muito apaixonado por Brício e ele por mim, falou-me de todas as leis que eu poderia estar sendo enquadrado, porém, como não havia nenhum flagrante, que eu faria algumas coisas para evitar novos problemas com Brício e sua família.

Que eu não o procuraria mais de forma alguma, não pelo menos ele completasse seus 16 anos, que é quando a lei entende que, nesta idade, o menor tem noção sobre algumas consequências.

Enfim, não cheguei a desistir de procura-lo, mais fiz todos os contatos possíveis, sem que ele se sentisse ameaçado e sem prejudicar ele.


Meus pensamentos agora em Novembro de 2012.

Hoje, tenho 23 anos, passei por muito, mais muita coisa após todo esse transtorno. Quase fui pai e tudo mais. Porém, ainda sinto um grande sentimento pelo Brício. Vamos dizer que a esperança ainda vive dentro do meu coração, mas não sei se seria a mesma coisa de que se estivesse-mos em um relacionamento daquela época para hoje. Amar, posso até amar ainda, mais as pessoas mudam como ele mesmo mudou, seu modo de pensar, seus costumes, seu futuro. Por isso digo que até poderíamos tentar alguma coisa, mais não sei se daria certo.

Será que eu ainda teria alguma chance? Fica ai uma grande pergunta!

Esta história é uma lembrança de Eder Simões Rodrigues que ocorreu em meados de 2007 e é real. Todos os citados na época também são reais, apenas abreviei nomes para evitar exposição. 

Caso alguém se sinta prejudicada em ser citado neste texto, solicito que entrem em contato pelos emails: empresa.eder@gmail.com / thepanda.loko@gmail.com ou empresas.eder@gmail.com

  


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